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Duvidas em cortar placas de isopor (Modelismo)




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DICAS PARA QUEM PRETENDE COMPRAR UM AEROMODELO
Iniciação ao aeromodelismo a combustão e elétrico

Introdução:                                                                                                                                  cesninha.jpg (1798 bytes)

Aeromodelismo radiocontrolado é um esporte fascinante.
É emocionante pilotar aeromodelos que chegam até 300 ou 400 km/hora. É empolgante atravessar as nuvens com um aeromodelo (o transmissor chega a comandar o aeromodelo em uma distância de até 2 km). A sensação que se tem é de estar verdadeiramente voando, pois que o aeromodelo faz exatamente aquilo que se quer e que se manda ele fazer. Os comandos são os mesmos de um avião de verdade. No transmissor de 6 canais tem-se o controle do acelerador, leme (direção), profundor (para cima e para baixo), aelerons (movimento lateral), flaps (freio aerodinâmico para pouso) e trem de pouso (que são recolhidos após a decolagem e baixados para o pouso).



O aeromodelismo r/c é praticado por pessoas de todas as idades, de 8 a 88 anos. Há em torno de 300 pessoas praticando aeromodelismo em Porto Alegre. Quase todos se conhecem pelos nomes. Por isso aeromodelismo é um ótimo hobby para se conhecer pessoas e fazer novos amigos. Como existem encontros de aeromodelismo por todo Estado, volta e meia são organizadas caravanas para ida a esses festivais.  Na maior parte das cidades brasileiras de tamanho médio para cima é assim também. No Brasil são mais de 15.000 aeromodelistas praticantes. Diversas são as cidades de 50.000 habitantes com um grupo de algo próximo a uma dúzia de aeromodelistas que se reúnem todos finais de semana. Se a sua cidade tem esse número de habitantes e não possui um grupo de aeromodelistas é porque vc ainda não se tornou um. Logo que lhe virem pilotando um aeromodelo você estará formando o primeiro grupo de sua cidade. Essa é nossa experiência.

Preço:
Hobby Esportes quando vende um aeromodelo, ela não está vendendo um simples objeto mas todo um serviço de orientação, manutenção e instrução que acompanha o aeromodelo.
Nossos preços de aeromodelos completos estão entre os mais baratos no mercado. O nosso preço do aeromodelos trainer completo pronto para voar, tanto na modalidade glow (movido a combustão) como na modalidade elétrico,  é, efetivamente, o mais barato do mercado.
Se você quiser se iniciar bem no aeromodelismo r/c compre aquilo que é padrão para iniciação: rádio 4 canais de boa marca, motor 40 se glow ou na faixa de 100 watts se elétrico,  e aeromodelo leve e compatível com o motor. Motores menores, e por conseqüência aeromodelos menores, saem mais caro, porque o mercado deles é mais restrito. E lembre-se:  na Hobby Esportes quando você sai da loja começa o nosso trabalho de venda.
Se você não for de Porto Alegre, faça um contato conosco que lhe indicaremos o caminho para encontrar o grupo de aeromodelistas de sua cidade.

Motor, Rádio, Aeromodelo e Acessórios:
Para iniciar-se no aeromodelismo sugerimos a aquisição de um motor .20 ou .40 glow. Se for iniciar nos elétricos, um motor na faixa de 100 watts fica de bom tamanho.
Dentre os rádios,  é suficiente um rádio 4 canais,  FM ou sistema 2.4.
Quanto ao aeromodelo, o que importa principalmente é que o mesmo seja leve e compatível com o motor. Uma boa opção para aeromodelismo glow é nosso Hobby2000 . Há várias razões para você preferir um Hobby2000: (1) ele possui bastante sustentação, possibilitando assim o vôo lento; (2) ele é feito de madeira, o que permite vários consertos, coisa que não é suportada pelos aviões fabricados em fibra de vidro; (3) ele possui todas peças de reposição, o que não ocorre com os importados. Se vc parte uma asa de um Hobby2000 nós temos ela para você repor ; (4) damos toda a assessoria tanto para a construção do kit como para a montagem do modelo semi-pronto - ARF; (5) o aeromodelo conta com  diversas imagens e fotos explicativas na Net; (6) o Hobby2000 custa menos da metade do preço dos importados; (7) a asa é feita de nervuras de balsa (estrutural), o que lhe assegura mais robustez; (8) existem diversas outras razões, mas essas vc só vai conhecer quando estiver pilotando um H2000.
Se a sua opção for por um aeromodelo elétrico o importante é que o aeromodelo seja leve, possibilitando assim o vôo a baixa velocidade. O aeromodelo que recomendamos é ou o EletricTrainer ( www.hobbys.com.br/eletrictrainer.htm ) ou o Ugly Stick ( www.hobbys.com.br/ugly.htm ).  Por várias razões: (1) eles possuem bastante sustentação, possibilitando assim o vôo lento; (2) eles possuem todas peças de reposição; (3) damos toda a assessoria tanto para a construção do kit como para a instalação do motor, speed, bateria e rádio; (6) os aeromodelos tem diversas imagens e fotos explicativas disponíveis na Net; (7) custam menos da  metade do preço dos importados; (8) a razão de planeio e sustentação deles é praticamente imbatível.
Atenção: FUJA dos aeromodelos elétricos do tipo “brinquedo”, esses aeromodelinhos importados prontos para voar muito baratos, mas que acabam custando muito caros, pois diante da menor pancada eles não tem volta, nem no que diz respeito ao aeromodelo propriamente dito nem no que diz respeito a seus componentes eletrônicos que não possuem peças de reposição no mercado. Se for ingressar pela porta dos elétricos, adquira um conjunto do tipo "profissional", que é o que vendemos e o que a maioria das lojas especializada em modelismo vendem. E tenha também em mente. Aeromodelo com menos de 1 metro de envergadura (comprimento) de asa NÃO É treinador,  pois que, inevitavelmente tem pouca sustentação e é arisco.



                                                              z COMANDOS AILERON MOVIMENTO.GIF (82719 bytes)

A imagem acima é um exemplo das disponíveis nesse site (colaboração do aeromodelista  José Hamilton Chaves).  
Temos recomendado os iniciantes a não adquirem seu primeiro aeromodelo com rádio, motor e acessórios já instalados. É necessário que o iniciante faça essas instalações para que depois tenha condições de fazer a manutenção do aeromodelo e o check up pré-vôo sem estar sempre dependendo de terceiros. Se é o próprio iniciante que faz essas instalações ele adquire todos os conhecimentos necessários para na sequência fazer a manutenção de seu aeromodelo. O iniciante também não precisa comprar todo equipamento de uma vez. Pode iniciar apenas pelo aeromodelo ou pelo aeromodelo e acessórios, deixando outras etapas a aquisição do motor e rádio.Sobre essa alternativa, que é muito boa, leia www.hobbys.com.br/iniciando.htm


Discriminando Componentes e Acessórios do Aeromodelo Trainer para Iniciação:

A combustão:


Motor .20 a .40
Montante
Vela
Hélice compatível
Spiner
Tanque de combustível
Mangueira de silicone
Rádio 4 canais c/4 servos
 Hobby2000
Trem de pouso
Par de rodas
Roda trazeira
Parafusos médios c/arruela
Pushroads
Links
Retentores de roda
2 Horns
Strips
Espuma base asa
Espuma do receptor
Total


Elétrico:


Motor 100 watts
Speed Control
Bateria
Rádio
Ugly Stick -
espagheti
conector
varetas de fibra
arames
adesivo perfilado
contra-montantes
horns
varetas redondas
elásticos asa


O aeromodelismo, ao contrário do que se imagina, não é um esporte caro. O investimento inicial, esse sim pode ser meio salgado, todavia, a manutenção é barata. Um vôo de 30 minutos consume apenas R$ 6,00 de combustível. No caso dos elétricos, não custa nada, pois a bateria é recarregável, A manutenção, consertos, reparos, regulagens, pode ser feita praticamente toda ela em casa. O aeromodelo, seu motor e rádio são capazes de durar dez anos. Depende dos cuidados e cautelas do desportista.  

Reduzindo os Custos:
Se o preço de um aeromodelo novo não é, no momento, acessível para você, há alternativas. O que importa é que o preço não o impeça de se tornar um aeromodelista.
Uma solução é ir comprando tudo aos poucos. Primeiro compre o aeromodelo e se possível, também a Relação de Acessórios. Depois compre o motor.  Por último compre um rádio.
Informativo:
Logo que você começar com a prática do aeromodelismo r/c faça seu cadastro aqui ou em nossa loja. Assim, você passará a receber gratuitamente em casa ou por email nosso informativo trimestral. Através dele você fica sabendo tudo que está acontecendo em termos de aeromodelismo brasileiro.
Se quiser receber notícias fresquinhas e promoções através de seu E-mail, opte por elas durante seu cadastramento.

Apronfunde um pouco mais os seus conhecimentos:
Aprofunde um pouco mais seus conhecimentos sobre o aeromodelismo glow clicando aqui e sobre o aeromodelismo elétrico clicando aqui.





DICAS PARA QUEM RECÉM COMPROU UM AEROMODELO

PARA SUA SEGURANÇA:
  • O combustível é tóxico. Não ingerir. Pode causar a morte.
  • Cuidado com o combustível nos olhos. Em contato com a córnea pode cegar.
  • Não fique nunca ao lado ou na frente da hélice
  • Atenção com aeromodelos voando no campo. Procure ficar embaixo de uma árvore.
  • Baterias de LiPo podem explodir, especialmente quando estão sendo carregadas (carregar longe de materiais inflamáveis)
Parabéns!!! Você adquiriu um aeromodelo radiocontrolado, montou, instalou motor, rádio e acessórios e agora vai voar!
Se tem instrutor de vôo, que vai lhe ensinar, ótimo. Se não tem, estude adquirir um cabo para simulador de aeromodelos disponível em nossa páginawww.hobbys.com.br/fms.htm Esse cabo vai conectar o seu rádio ao computador e a um simulador de vôo. É impressionante como ele é útil para aprender a pilotar um aeromodelo. Depois de simular bastante no computador e for aprender a pilotar sozinho siga os passos de nossa lição Aprendendo a pilotar sem instrutor. Método um dois três.
Seguem algumas dicas básicas sobre o equipamento que você adquiriu:

Carregando o Rádio:
As baterias do transmissor e do receptor devem receber a primeira carga. Ligue o carregador (certifique-se da voltagem da rede para não queimar o carregador) nas baterias e deixe carregar por 14 horas (as luzes vermelhas do carregador acenderão).
No dia anterior a que você for pilotar o aeromodelo, você deve deixar as baterias carregando por 14 horas. Mas lembre-se: nunca se deve dar meia-carga (porque as baterias possuem memória). Assim, antes de começar a carregar as 14 horas, deixe o rádio ligado (transmissor e receptor) até o marcador do transmissor entrar no vermelho. Quando ele entrar no vermelho é o momento de começar a carregar as 14 horas. Assim a carga será completa.
Mais um lembrete: quando for descarregar as baterias não deixe elas descarregarem totalmente (é só até entrar no vermelho), pois que isso pode implicar em inversão de polaridade.
Conserve o rádio em local seco e muito cuidado com quedas.  

Amaciando o Motor a Combustão:  
O local mais apropriado para amaciar o motor é instalado no aeromodelo (são menores as vibrações).
Três tanques é o suficiente para o amaciamento. Não que com esses três tanques o motor fique completamente amaciado (isso só ocorrerá lá pelo 15o. vôo). Mas três tanques são o suficiente em termos de amaciamento para que o quarto tanque seja gasto já em vôo.
O primeiro minuto de amaciamento deve ser com o motor bastante afogado (tão afogado a ponto de ser necessário manter a bateria ni starter na vela com vistas a evitar que o motor apague - em torno de 2 1/2 voltas no sentido anti-horário) e com a garganta do carburador toda aberta.
Após o primeiro minuto, gire a agulha da alta rotação no sentido horário (aproximadamente 1/2 volta) e tire a bateria ni starter. O motor deverá prosseguir trabalhando sem a bateria ni starter mas ainda o mais afogado possível e com a garganta toda aberta.
Nota: para afogar (= enriquecer a mistura = + combustível e - ar) gira-se a agulha da alta no sentido anti-horário. Para desafogar (= empobrecer a mistura = - combustível e + ar) gira-se a agulha da alta no sentido horário.
Observação: a agulha da lenta vem pré-regulada de fábrica. Não mexa nela. Você só poderá mexer nela mais tarde quando aprender a regular a lenta.
Deixe o motor gastar todo o tanque (sempre o máximo afogado antes de apagar).
Deixe o motor esfriar completamente e a seguir encha o tanque.
Toda primeira metade do segundo tanque o motor deverá rodar o máximo afogado (como no fim do primeiro tanque) sendo que 30 segundos com toda garganta do carburador aberta e 30 segundos 1/2 aberta, alternadamente.
Quando começar a segunda metade do primeiro tanque, abra toda a garganta do carburador, vá fechando a agulha da alta (girando no sentido horário) até o motor atingir o giro máximo. Atingindo o giro máximo, abra a agulha da alta 1/4 de volta (o motor ficará levemente afogado caindo um pouco do giro máximo). Gaste o restante do segundo tanque alternando 30 segundos com a garganta toda aberta e 30 segundos meio aberta.
Após o motor esfriar encha o tanque. Esse terceiro tanque será todo ele gasto da mesma forma que você vinha fazendo no final do segundo tanque.
Encha novamente o tanque e bom vôo. Lembre-se, até o décimo tanque - >1/5 de volta no sentido anti-horário além do ponto máximo de rotação (o motor trabalhará levemente afogado).

No caso de motor elétrico ele não precisa ser amaciado.  Mas poupe a bateria nos primeiros vôos. Não acelere demais o aeromodelo para que a bateria não esquente demais. É quando esquenta demais, que a bateria começa a perder sua vida útil.

Equipamento de Campo e Acessórios Reserva:
No caso de aeromodelismo elétrico, em vez de uma dessas caixas de madeira  (chamadas de caixa de campo) utilizadas em aeromodelismo a combustão, é mais interessante comprar uma dessas caixas plásticas utilizadas por pescadores. Possuem diversas divisórias e são vendidas em supermercados. Ali você poderá ter algumas pequenas ferramentas, como estilete, tesoura, fita isolante, lixa, chaves de venda e philips, colas silicone, cianocrilato, isopor e araldite, espaguetis, fios, baterias reserva, carregador.
Como acessórios reserva no aeromodelismo elétrico é interessante ter um total de duas ou até três baterias, algumas  hélices reserva, conectores. O carregador de bateria também é indispensável.
No aeromodelismo a combustão, o primeiro acessório a ser adquirido é a bateria ni starter. Ela é necessária para dar a partida ao motor. Se estiver meio duro, não se preocupe, todo mundo no campo tem a dita cuja e todos lhe emprestarão com prazer.
No caso do aeromodelismo a combustão, Motor + rádio + hobby2000 + Acessórios + bateria ni start é tudo que vc precisa para começar a pilotar. É o mínimo necessário, melhor dizendo. O Equipamento de Campo e Acessórios Reserva vc poderá ir adquirindo aos poucos.

Equipamento de Campo (combustão)
            bomba combustível manual ou elétrica
            1 chave de vela
            chaves fenda pequenas
            caixa de campo
            galão para o combustível
            1 metro de mangueira silicone
            starter torquemaster 90
            painel de controle
Acessórios Reserva (combustão)
            1 hélice 10 x 6 reserva
            1 vela OS reserva
            elásticos asa e trem reserva
            2 conjunto retentores servo res
            2 pares de links reserva
            1 par de horn reserva
            1 par de strips reserva
            1 par de rodas reserva
Não Adquirindo Acessórios:  
Se a essa altura do campeonato você tiver assustado, pois que anda sem dinheiro para essa parafernália toda, faça o seguinte: não compre nada! O seu aeromodelo com rádio e motor - e combustível - é o suficiente para você dar bons vôos nos fins de semana.
Para que caixa de campo se você pode usar uma bolsa? Para que bujão de combustível, bomba, bateria e carregador de bateria, se dá para usar uma garrafa plástica de coca-cola com um pedacinho de mangueira de silicone atravessando a tampa? Para que starter se dá para utilizar uma chave de fenda (não se aconselha a utilizar o dedo...). Para que alicate, chaves de fenda, hallen e de vela, bateria ni starter, se todo mundo tem isso no campo e qualquer pessoa empresta com prazer?
Isso tudo não é nenhuma bobagem! Para se ter uma idéia, um dos instrutores de vôo da Hobby, só foi adquirir a primeira bateria ni starter depois de um mês frequentando os campos. O bujão de combustível só depois de alguns meses. O starter só depois de um ano. A bateria para o starter só depois de dois anos de aeromodelismo (até então utilizava a bateria do carro). Até hoje não possui bomba elétrica!
Assim, o que se quer dizer é que os acessórios são acessórios mesmo. Não são imprescindíveis. Vai muito da pessoa. De seu jeito. Tem pessoas exigentes. Outras não. O que importa é que cada um aja de acordo com sua vontade e possibilidades.
Deve-se insistir: falta de dinheiro não é desculpa para não praticar-se o aeromodelismo.  E mais, a manutenção no aeromodelismo pode ser muito barata.

Soldas e conectores

Introdução

Primeiramente gostaria de agradecer ao usuário Cláudio Fernandes, que me enviou um excelente tutorial que serviu de inspiração, e só não foi utilizado porque é um artigo publicado em revista, que precisaria de autorização dos autores.
Agradeço também pelo excelente vídeo que ele fez mostrando o processo de soldagem, um complemento perfeito deste tutoria e que pode ser visto pelo YouTube no link http://www.youtube.com/watch?v=XcCPo_n7dLs.
Se os que voam combustão precisam se acostumar com tubos, motores e combustíveis, no aeromodelismo elétrico muitas vezes precisa-se lidar com fios, conectores e solda, afinal, é elétrico.
Em alguns casos, há soluções prontas, neste caso saber usar conectores, fios e solda podem economizar tempo e dinheiro, mas para várias coisas não há o que fazer a não ser colocar mãos à obra e derreter um pouco de estanho.
Recebi recentemente um ótimo material de um de nossos usuários, porém é de uma revista antiga, para poder utilizá-lo teria que verificar questões de direitos autorais, como tenho respondido muitas dúvidas a respeito deste assunto ultimamente me pareceu que exemplos práticos com os conectores e fios que usamos seriam ótimos para montar um tutorial.
Algumas fotos saíram um pouco borradas porque tiveram que ser tiradas de bem perto durante as etapas de soldagem, aí era preciso uma mão para segurar o fio, outra para o conector, outra para o ferro de soldar, outra para o estanho, outra para a câmera. Como fiz tudo sozinho e não sou um polvo...
Exemplos mais comuns:
  • Montar conector para carga de bateria;
  • Soldar conectores em baterias e speed control;
  • Soldar pequenos circuitos.

Cuidados

Antes de tudo, recomendo sempre cuidado com o uso de ferro de solda. A ponta ultrapassa 300 graus Celsius, o suficiente para render uma bela queimadura. Solda derretida também é perigosa, ela pode cair como gotas e se espalhar ao bater em algum objeto. Ferimentos com solda podem ser bem doloridos.
Tome cuidado também com a fumaça da pasta de solda, plástico derretido, etc. Mesmo que nem todas as fumaças geradas no processo de soldagem sejam tóxica, no mínimo são irritantes para as vias respiratórias e podem render uma noite mal-dormida.

Ferramentas

Ferro de solda é essencial. No exemplo foi usada uma estação de solda, mas um ferro de boa qualidade da marca Hikari é uma ótima opção. Tive um que durou mais de 10 anos e só queimou depois da terceira ou quarta vez que liguei-o por engano no 220V... Gosto desta marca porque é barato, de boa qualidade, a ponta dura muito e tem uma boa isolação. Custa uns R$26,00 e tem em muitas lojas de eletrônica, ou no http://www.reidosom.com.br/ferrosdesolda.htm.
Outra coisa essencial é o arame de solda, costumo comprar de 500g da marca Best, a cor indica a proporção de chumbo/estano, prefiro o azul que é uma das melhores proporções, 63% estanho, 27% chumbo, derrete fácil e produz um trabalho limpo sem precisar torrar a peça de tanto esquentar para pegar solda. Para pouco uso um tubo pequeno é o suficiente. Já testei marcas chinesas em emergências e me dei mal, o ferro não dava conta de derreter...
Um suporte de ferro é útil, mas não obrigatório. Caso não tenha um, tenha certeza de ter um ponto onde apoiar o ferro de forma segura. Um pedaço de madeira geralmente basta.
Igualmente útil é uma esponja mineral para limpar a ponta do ferro (usa-se umidecida em água), e costumo deixar um pedaço de papel próximo para o caso de grudar plástico na ponta do ferro.
Pasta de solda para aplicações pequenas é dispensável, mas gosto de tê-la disponível.

Ferramentas para solda de estanho
Antes de começar a trabalhar com a solda, limpe a ponta do ferro na esponja ou no papel, e cubra-a com uma camada leve de estanho, para ficar brilhando. Neste ponto a pasta de solda ajuda, basta um pouco de pasta que a ponta ficará bem estanhada.

Ponta limpa e estanhada

Montando um conector de carga para baterias com conector Futaba ou JST

Este é um cabo bastante útil. Muitos carregadores têm saída para plug banana, precisam de um cabo para que se ligue a bateria. Muitas das baterias menores, até 1000mAh vêm com conector JST. Para carregá-las é preciso montar um cabo com pino banana de um lado e pino compatível com JST do outro lado.
Estes pinos são facilmente encontráveis em lojas de eletrônica com o nome de "barra de pinos 20x2", mas pode-se achar em qualquer placa ou gabinete de computador velho, portanto aproveito para mostra como retirar um componente de uma placa, neste caso a que marca o "clock" do micro.
Como são normalmente encontrados em barras com vários pinos, para tirar da placa uma das primeiras etapas é cortar um parzinho com estilete, para ficar mais fácil dessoldá-lo.
Em seguida, uso um conector fêmea para segurá-lo pelo outro lado sem queimar o dedo nem estragar.
Como a solda original tem ponto de fusão meio alto, aplico mais solda (parece estranho, mas funciona), de liga melhor, o que ajuda a derreter a solda que o está fixando a placa. Basta puxar o conector e pronto...
    
Em seguida, descasco a ponta dos fios que serão soldados neles e torço, para ficarem firmes. Encosto o estanho e depois o ferro, tocando ao mesmo tempo o ferro no estanho e no fio.
Os motivos de tocar a ponta do ferro sempre no objeto a soldar e no estanho simultâneamente são:
  • O arame de solda para uso em eletrônica contém fluxo de solda internamente, ao derretê-lo, o fluxo se espalha. Estando tudo em contato o fluxo se espalhará pelo fio e o estanho;
  • A superfície do fio aquecida permite uma soldagem melhor.
Repete-se o processo no terminal do conector, estanhando-o.
Corta-se o excesso de fio, encosta-se fio e terminal juntos e encosta-se a ponta do ferro. A solda de ambos derrete e está quase pronto. O toque final é cobrir a solda com isolante termoretrátil e aquecê-lo para encolher e deixar um acabamento bonito, seguro e bem isolado.
       
Do outro lado do fio o processo se repete com o pino banana, estanhar o fio, estanhar o conector, soldá-los juntos, cobrir com a capa.
  
Se quiser fazer um cabo para ligar no multímetro e conferir as células da bateria individualmente, e eventualmente carregá-las individualmente para balancear, o processo é o mesmo, mas ao terminar corte o conector para ter dois pinos individuais, que se encaixarão nos conectores normais Futaba, JST, etc. mas também servirão para achar duas células no conector de balanceamento.
 

Conectores Deans Ultraplug

Estes conectores são ótimos para baterias de consumo acima de 10A, não soltam facilmente e aguentam correntes altas sem aquecer ou gerar perdas.
Para soldá-los o processo é semelhante ao que já foi mostrado, mas em vez de um conector como base, já que este é mais pesado e o fio também, uso uma "ferramenta especial" para segurá-lo no lugar durante o trabalho: um alicate universal com um elástico.
Neste caso os cuidados adicionais são apenas com a temperatura, o fio é mais grosso, o plug também, deixe o ferro aquecer um pouco e tenha certeza de que a solda derreteu bem e ficou brilhando.
Cuidado também com o aquecimento do fio, procure segurá-lo com uma pinça ou alicate, pois até uns 5cm do ponto de solda ficará insuportável segurá-lo.
     

Conectores para motores brushless

Motores brushless usam 3 fios, e para inverter a rotação do motor é necessário inverter dois deles. Como a maioria dos conectores leves para correntes altas é de 2 pólos, usam-se então conectores individuais.
A soldagem é parecida com o que já foi mostrado. No conector fêmea encosta-se o fio no ponto onde será soldado, a solda, e a ponta do ferro deve tocar em tudo ao mesmo tempo, garantindo a soldagem.
Após soldar, dobra-se as abas com alicate e pode-se aplicar mais um pouco de solda para travar tudo definitivamente.
  
Os conectores machosão mais simples, basta descascar o fio, colocar por dentro do conector, encostar a solda e a ponta do ferro, até fechar.
O acabamento com termoretrátil deve ir até a ponta, de forma que ao conectar tudo não sobre metal exposto, o que poderia causar curto-circuito em vôo.
   `

Componentes e placas de circuito impresso

Um manual de soldagem não seria completo sem mostrar como soldar componentes em placas de circuito. O princípio de soldagem é o mesmo já mostrado antes, mas com alguns detalhes a mais.
Para fixar os componentes no local para a soldagem, dobro ligeiramente os terminais no lado cobreado da placa. Isto os segura no local.
Comece sempre pelos componentes passivos (resistores, capacitores, etc.), que aguentam mais abuso com temperatura, e depois passe para os ativos (diodos, transístores, circuitos integrados, etc.). Geralmente sigo esta ordem:
  1. Jumpers
  2. Conectores
  3. Resistores
  4. Capacitores
  5. Diodos
  6. Transístores
  7. Circuitos integrados
No caso dos circuitos integrados, não se deve abusar soldando todos os terminais de uma vez, isto iria aquecê-lo muito. Neste caso, solda-se um terminal, depois o oposto, seguindo uma ordem que em um CI de 8 pinos seria pino1,pino5,pino2,6,3,...
Componentes muito delicados ou que precisem de um tempo de soldagem maior podem ser protegidos mantendo-se os terminais seguros do lado dos componentes na placa com um alicate de bico ou pinça, isto ajuda a dissipar o calor gerado no ferro de solda, evitando aquecer excessivamente seu interior.
   
O acabamento é feito cortando as sobras de terminais com um alicate de corte. Pessoalmente prefiro um cortador de unha, corta rente e com precisão, conforme pode-se ver pelas fotos. Se não gostar da aparência "quadrada" da solda, basta mais um toque do ferro de solda.
Repare que a solda tem que ficar bem brilhante. Solda fosca ou "fria" indica que o ferro não estava bem aquecido, ou que alguma movimentação enquanto estava esfriando atrapalhou o processo.
   

Fonte de 12V regulada construída a partir de uma fonte de PC

INTRODUÇÃO:

A enorme proliferação de modelos elétricos que vemos na atualidade vem impulsionada pelos grandes avanços no campo dos acumuladores elétricos, que têm permitido relações peso/potência e taxas de carga e descarga impensáveis poucos anos atrás.
Também se popularizaram os carregadores rápidos inteligentes, capazes de carregar uma bateria em menos de uma hora, repondo somente a carga consumida, sem provocar sobrecargas ou superaquecimentos, porém muitos desses carregadores foram projetados para funcionar exclusivamente alimentados pela bateria de um automóvel, assim, se desejamos utiliza-los em casa necessitaremos de uma fonte de alimentação que nos proporcione uma tensão estabilizada e uma alta corrente.
O tipo de fonte que mais se aproxima de nossas necessidades são as que se utilizam para alimentar os transceptores móveis de rádio, que oferecem tensão estabilizada em torno de 13,5 Volts e corrente desde 3 até mais de 50 Ampères, sendo que o inconveniente dessas fontes, além obviamente do tamanho e peso é o preço, que no caso de um modelo que supra nossas necessidades (12 a 15 Ampères) pode superar, em muitos casos, o preço do próprio carregador.
Existem alternativas mais econômicas, e talvez uma das mais utilizadas seja a fonte de alimentação usada nos PCs. Estas fontes são relativamente pequenas e leves, tendo em conta as altas correntes que são capazes de entregar, porém nem sempre dão o resultado que se espera delas: A tensão em aberto pode não alcançar os 12 volts, e baixa quando se drena corrente, o que impede um funcionamento correto se pretendermos carregar baterias Ni-XX de 8 elementos ou LiPo de 3 elementos com carregadores econômicos, que não disponham de elevador de tensão.
Se tivermos um bom carregador capaz de elevar a tensão para carregar mais de 8 elementos Ni-XX ou 3 LiPo seguramente poderemos utilizar a fonte do PC... Sempre que a corrente que necessitamos não faça baixar a tensão além do nível abaixo do qual o carregador decide que não pode garantir um funcionamento correto e interrompe a carga. Isto pode acontecer, dependendo do modelo, em torno dos 10,5 a 11 Volts. Finalmente também pode acontecer que a própria fonte decida que a queda de tensão deve-se a um consumo excessivo, e desligue para evitar danos, e isso pode ocorrer com correntes de 2 ou 3 Ampères, ridículas se as comparamos com os mais de 8 Ampères que – em teoria – poderia ser drenada da linha de 12 Volts de uma velha fonte AT de 200 Watts.
As explicações que se dão para esse fato são as mais variadas, sendo que a mais aceita é que esse tipo de fonte necessita uma certa carga ligada à linha de 5 Volts para entregar toda a corrente na linha de 12 Volts, a qual nos leva à solução típica: desperdiçar energia conectando uma resistência de carga ou uma lâmpada automotiva na linha de 5 Volts, para elevar a linha de 12 Volts em alguns décimos de Volt que permitam um funcionamento mais ou menos correto do carregador. Naturalmente, ainda que isso nos dê uma certa margem de manobra em alguns casos, não é a solução do problema.

O CONCEITO:

As fontes de PC são fabricadas cingindo-se a um critério fundamental: A economia de custos, algo que resulta evidente se pensamos que um produto fabricado na China e que tem de atravessar metade do mundo, passando pelas mãos de um importador, um distribuidor e vários transportadores , vem a custar uns 10 ou 12 Euros na lojinha de informática da esquina.
A tensão mais importante em uma fonte de PC é a de 5 Volts, já que com ela serão alimentados quase todos os circuitos lógicos do computador. Poderíamos pensar que é mais importante a tensão de 3 Volts a partir da qual se alimenta o processador, mas existem reguladores na placa-mãe que estabilizam as tensões de alimentação do processador.
Entre as menos importantes se encontra a linha de 12 Volts, que se usa somente para alimentar ventiladores, motores de HD, Floppy-discs, CD-ROM, DVD, e para comunicações via RS-232.
Os requisitos mais exigentes se conformam com uma tolerância de 15% nas linhas de +3, +12, -5 e –12 Volts. A única tensão estabilizada que encontraremos é a de 5 Volts, e todas as demais são referenciadas a ela, assim, a solução para convertermos nossa fonte de PC em uma fonte de 12 Volts estabilizados é modificar o circuito de realimentação do regulador.
Por sorte a grande maioria das fontes AT e ATX usam como regulador o mesmo CI: o controlador PWM TL494 (http://focus.ti.com/lit/ds/symlink/tl494.pdf) ou seu clone, o CI KA7500 (http://www.fairchildsemi.com/ds/KA%2FKA7500C.pdf), o que nos vai permitir “afinar” quase qualquer fonte seguindo algumas diretrizes simples, independentemente de modelo ou fabricante.

ANTES DE COMEÇAR...

São necessários para este trabalho alguns conhecimentos básicos de eletrônica (identificação de componentes e capacidade de seguir um esquema simples), um pequeno ferramental (soldador tipo lapiseira com ponta fina, de 30 a 40 Watts, sugador de solda, multímetro, alicates, estilete, etc...) e certa habilidade no manejo dessas ferramentas.
Desaconselho totalmente a realização destas modificações a qualquer um que não disponha dos conhecimentos, habilidades e equipamento necessário, já que no interior da fonte vamos encontrar tensões perigosas de 127 (ou 220) Volts alternados e até 310 Volts contínuos, que podem provocar lesões graves e inclusive a morte se não se tomam às precauções apropriadas.
QUALQUER MANIPULAÇÃO DA PLACA DEVE SER FEITA COM A FONTE DESLIGADA E DESCONECTADA DA REDE ELÉTRICA !!!!!
O autor (e também o tradutor) descreve o presente procedimento de modificação somente a título informativo, e isenta-se de qualquer responsabilidade por danos ou mau funcionamentos dele derivados.

Mãos à obra.

Não é necessário comprar uma fonte nova de alta potência para este projeto, qualquer fontezinha de 200 W nos proporcionará mais de 8 A na saída de 12 V, mais que suficientes na maioria dos casos.
De fato, uma arcaica fonte AT que alimentava um computador de mais de dez anos seria ideal para nosso propósito, já que sua placa é muito mais simples e despojada, com menos componentes, dado que possui menos linhas de tensão.
Para ilustrar este processo escolheu-se uma fonte ATX de 300 W para Pentium III, procedente da sucata.
Uma vez escolhida a vítima, devemos localizar o controlador PWM. Como dissemos antes temos de buscar um TL494 ou equivalente (DBL494, IL494, GL494, SL494, KIA494...) ou seu clone, o KA7500. Neste caso, encontramos um TL494. Uma vez localizado, ligaremos a fonte – simplesmente acionando o interruptor se é AT ou unindo o fio verde a um dos pretos se é ATX – e ligando o fio preto do multímetro a um dos fios pretos da fonte, e medindo a tensão presente no pino 1 do controlador. Neste caso, como quase sempre, encontramos 2,5 V (na verdade, 2,46 V, devido às tolerâncias dos componentes).
ATENÇÃO !!! Devemos proceder com extremo cuidado, já que, como foi dito antes, em uma fonte ligada existem tensões muito perigosas. Além disso, se por descuido curto-circuitarmos com a ponta de prova do multímetro os pinos 1 e 2, deixaríamos sem referência o controlador, e isso provocaria flutuações nas tensões de saída que poderiam danificar os capacitores.
Chegando a este ponto é conveniente que entendamos um pouco o funcionamento de um controlador PWM. Como podemos ver no diagrama de blocos presente no datasheet do integrado, os pinos 1 e 2 são as entradas de um comparador. No pino 1 encontramos uma tensão de realimentação tomada da linha de +5V, se bem que em teoria se poderia encontrar qualquer tensão entre 0 e 5 V, na prática e depois de testar várias dezenas de fontes, sempre se encontrou 2,5 ou 5 V.
No pino 2, que é a outra entrada do comparador, encontraremos a tensão de referência, tomada a partir da saída de 5 V presente no pino 14 do controlador, que na prática é a mesma tensão que medimos no pino 1. Na verdade é o próprio comparador que se encarrega de manter iguais essas duas tensões, já que se cai a tensão da linha de 5 V devido a um aumento de consumo, o controlador aumenta o duty-cycle do sinal de comutação para que a tensão suba e se iguale à referência, e vice-versa se a tensão da linha sobe devido a uma diminuição momentânea do consumo. Nisto consiste a regulação de uma fonte chaveada, e nossa missão é conseguir que o sinal de realimentação presente no pino 1 do controlador proceda da linha de +12 V ao invés de da +5 V. A idéia é muito simples: Mediante um divisor resistivo devemos obter um sinal de realimentação para o comparador, e este divisor deve ser tal que, quando a tensão proporcionada pela linha de +12 V seja a que desejamos, a tensão de saída do divisor seja igual à referência presente no pino 2.
Nesta imagem podemos ver duas redes de realimentação compostas por simples divisores de tensão resistivos. A primeira é muito similar à de uma fonte de PC que tenha tensão de referência de 2,5 V, e a segunda é a que deveríamos por em seu lugar. Em teoria, sem mais modificações do que trocar um resistor poderíamos obter 12 V na linha de 5 V, porém na prática isto causaria sérios problemas, assim o que faremos será anular a realimentação existente e proporcionar ao controlador uma nova realimentação tomada da linha de 12 V.
Vamos tomar um valor fixo para um dos resistores e calcular o outro. O valor deve ser relativamente alto para não desperdiçar corrente, porém suficientemente baixo para que a impedância de entrada do comparador não influa no resultado. 2K7 parece ser um valor adequado. Agora calcularemos o valor do outro resistor para obter a tensão desejada, que neste caso é 13,5 V. Este valor não foi escolhido ao acaso, é o valor que temos em uma bateria automotiva de 12 v plenamente carregada. Suponhamos em primeiro lugar uma tensão de referencia de 2,5 V, que é a que encontramos neste caso: R2 = [(Vout * R1)/Vref] – R1 R2 =(( 13.5 * 2700 ) / 2.5) - 2700 = 11880 ohms
Na prática usaremos um resistor de 12K, que é o valor comercial mais próximo. Se encontrarmos qualquer outro valor de tensão de referência, ou que desejemos conseguir uma tensão diferente na saída, basta calcular a rede de realimentação necessária usando as mesmas fórmulas.
Uma vez que tenhamos adquirido os resistores necessários para nosso projeto, continuamos com a modificação. Desmontamos a placa do chassi e eliminamos todos os cabos de saída que não iremos utilizar, deixando apenas 3 pretos (terra), 3 amarelos (+12 V) e o verde (acionamento). Deixamos vários fios amarelos e pretos porque são de seção demasiado fina para as correntes envolvidas. Como alternativa pode-se substituir esses fios por outros de seção adequada.
Soldamos o extremo do fio verde à massa, em uma das ilhas que ficaram livres depois da retirada dos fios pretos.
Agora preparamos nossa rede de realimentação. Soldamos um terminal do resistor de 2K7 a uma ilha de massa e um terminal do resistor de 12K a uma ilha de +12 V. Os terminais livres de ambos os resistores são então soldados juntos. Antes de continuar, faremos um teste para verificar se tudo está correto. Ligaremos a fonte (é recomendável tornar a montar a placa no chassi) e conectando o fio preto do multímetro ao terra do circuito (fios pretos da fonte) mediremos a tensão presente no ponto médio de nossa rede de realimentação (união dos dois resistores). Se tudo estiver em ordem, teremos uma tensão de referencia próxima dos 2 V. Se dividirmos a tensão da linha de 12 V por esse valor, e multiplicarmos esse resultado pela tensão de referencia original do pino 1 (2,5 V), o resultado deve ser muito próximo do que esperamos encontrar ao final na linha de 12 V (13,5 V). Se a tensão que encontrarmos não é a esperada, teremos que verificar o processo até encontrar o erro, pois os passos seguintes não admitem erros.
Chegando a este ponto, e correndo o risco de parecer exagerado, quero voltar a insistir na necessidade de um cuidado extremo, já que qualquer mínimo erro cometido no processo pode ser a diferença entre o sucesso e alguns fogos de artifício (os que já tenham visto explodir um capacitor eletrolítico saberão ao que me refiro). Ainda que nas fotos se veja a fonte funcionando fora do chassi, isto foi feito visando a clareza das fotos, e NUNCA se deve faze-lo. Lembrem-se de que na placa estão presentes os 127 (ou 220) Volts alternados da rede e mais de 300 Volts em tensão contínua..
Novamente deveremos desconectar a fonte e desmonta-la do chassi para localizar o pino 1 do controlador. Uma vez identificado, cortaremos a trilha que o liga à realimentação da linha de 5 V.
ATENÇÃO!!!!!! A partir deste momento e até que tornemos a conectar o pino 1 do controlador à nova rede de realimentação é IMPERATIVO que não voltemos a ligar a fonte SOB NENHUM PRETEXTO !!!!!!
Agora ligamos mediante um fio o pino 1 do controlador ao ponto médio de nossa rede re realimentação. Devemos nos assegurar que todas as soldagens estão perfeitas, em especial a feita no pino 1 do controlador.
O mais difícil já está feito.Tornemos a revisar tudo até estarmos seguros de que não tenhamos cometido nenhum erro. Voltemos a montar a placa no chassi e (por precaução) afastemos o rosto antes de ligar a fonte. Isso pode parecer exagero, mas os capacitores eletrolíticos REALMENTE explodem quando sua tensão de trabalho é ultrapassada.
Voilá ! conseguimos uma saída de 13,35 V em lugar dos 13,5 esperados, e isso é devido às tolerâncias dos componentes envolvidos. O que realmente importa é que esses 13,35 V vão ser mantidos ao drenarmos corrente da linha , e assim teremos nossa fonte estabilizada.
Agora resta apenas algum trabalho de maquiagem para deixar a fonte a nosso gosto. Para terminar, um aviso de um possível problema: Ainda que nossa fonte regule corretamente a saída, é possível que desarme ou funcione de maneira errática ao drenarmos determinada corrente.
Isto pode acontecer porque na placa há alguns comparadores de janela que monitoram as tensões e inibem o funcionamento do regulador se qualquer uma delas sobe ou baixa além dos parâmetros determinados pelo fabricante.
A saída desses comparadores atua no pino 4 do integrado. No caso de ocorrer essa situação, devemos verificar se as tensões alcançadas pelas linhas de +3, +5, -5 e –12 V. Se nenhuma delas é potencialmente perigosa para os capacitores eletrolíticos (cuja tensão de trabalho geralmente é bastante “justa”), poderíamos cortar a trilha que leva ao pino 4 e conecta-lo ao terra. Se a tensão de alguma(s) das linhas se aproxima de valores perigosos, devemos eliminar os respectivos capacitores. Este procedimento requer uma boa dose de conhecimento de causa, e não é indicado para principiantes.
A modo de epílogo: Quando terminei a confecção deste artigo, comprei uma maravilhosa fonte ATX de 450 W para modificar, e ao abri-la... ZÀS!!!!! A primeira surpresa: me deparei com um desconhecido.

O CI DR-B2002:

Curiosamente fui incapaz de encontrar o datasheet deste controlador. Quase que a única referencia que aparece a ele na Internet é uma consulta em um fórum norte-americano com um pedido do datasheet, seguida de inúmeros “passe para mim também”...
De qualquer modo, fazendo alguma engenharia reversa, descobri que a realimentação do comparador era feita pelo pino 14 do integrado, e a modificação foi realizada sem maiores problemas. Se notarmos que aparecem muitos casos como esse poderemos documentar a modificação posteriormente

Complemento para quando não for necessário aumentar a tensão da fonte

Por Arthur Benemann

Como notei algumas dúvidas sobre a conversão de fontes para alimentar carregadores servos, receptores, arcos de corte, etc. decidi fazer este tutorial.
Utilizei uma fonte AT de 250W, esta fonte fornece voltagens de -5V, 5V, 12V, -12V.
Atenção: só mexa na fonte se a mesma estiver fora da tomada, mas mesmo assim cuide para não tocar os terminais dos capacitores, pois eles ainda contém uma boa carga de energia!!
Material necessário:
  • 1 resistor 10 Ohms 10W ;
  • 1 resistor 470 Ohms 1/4W;
  • 1 led verde 5mm;
  • 5 bornes(1 preto os outros vermelhos).
As saídas da fonte têm cores padronizadas, que são:
  • 5V: vermelho;
  • 12V: amarelo;
  • -5: Branco;
  • Power good: laranja;
  • -12: azul;
  • Gnd,Neutro: Preto.

Fontes AT

Abra a fonte retirando os parafusos superiores.
Corte os fios deixando uns 20 cm apartir da fonte(guarde os conectores pois voce provavelmente vai necessitar deles no futuro).
Ligue um resistor de 10 Ohms 10W (quanto mais watts melhor só não exagere) entre um fio neutro e um fio de 5V (preto e vermelho). Prenda-o em uma parte livre da fonte não deixando seus terminais tocarem em nada. Este resistor servirá de carga estabilizando a fonte.
Caso sua fonte tenha uma chave liga desliga externa (meu caso), posicione-a em algum lugar de fácil aceso (prendi ela ao topo da fonte vide fotos). Pode ser necessário encurtar o fio.
No caso de interruptor tipo gangorra, muitas vezes pode-se aproveitar o conector de saída para o monitor, tomando o cuidado de eliminar a saída de monitor retirando os fios na placa.
Ligue um led em serie com um resistor de 470 Ohms,e então no fio power good e no neutro (laranja e preto). O terminal mais curto do led ou o do lado chanfrado deve ir no neutro (preto),e o outro no resistor, e então no fio power good(laranja). Isole tudo e faça um furo onde quiser botar o led, fixe-o.
Desencape, junte e estanhe os fios,de acordo com sua utilidade, vermelho com vermelho, amarelo com amarelo.
Fure os espaços para os bornes e lige-os nos fios , utilizei esta ordem -12V,12V,Neutro,5V,-5V. As saídas de -12V e -5V são de baixíssima corrente, mas podem servir para pequenas experiências.
Obs: como meus borns não eram isolados fis aruelas de vinil 1mm.
Teste as tensões e feche a caixa.
Pode-se simplificar as ligações, não usando led para indicar que está ligado, e usando bornes apenas para o neutro e 12V (preto e vermelho respectivamente), eliminando as saídas não utilizadas.

Fontes ATX

As fontes ATX tem um fio azul para ligação, e não tem o botão de liga desliga.
Para utilizar uma fonte destas o Fio azul deve estar conectado no GND(fio preto).
Pode se deixá-lo conetado diretamente (quando ligar a tomada a fonte liga), ou indiretamente por uma chave push-buttom pequena(a chave controla a fonte).
Está fonte tambem forneçe tensões de 3,3V, que não são muito utilizadas no aeromodelismo.
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